
V Colóquio de Gênero e Pesquisa Histórica
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Inscrição e tutorial
A inscrição é gratuita
Para participante ouvinte, a inscrição em todas as atividades do evento será automática.
Para participante com comunicação oral, é necessário realizar a inscrição no ST no qual irá apresentar, no menu atividades.
Cada ST aceitará o máximo de 12 apresentações.
Trabalhos com mais de uma autoria, somente um deverá se inscrever como apresentador e os demais como ouvintes.
É obrigatória a inscrição de todas as pessoas indicadas na autoria dos trabalhos
Inscrição de trabalhos: confira o tutorial abaixo e em caso de dúvidas e elucidações, contate a equipe pelo endereço cgenerounicentro@gmail.com
Cronograma
Cronograma
Inscrição de proposta de Simpósios Temáticos (pelo formulário) – 15/10/2025 a 30/11/2025
Resultado
dos STs aprovados – 02/12/2025
Inscrições
de participantes em coordenação de ST aprovados (no site) – 02/12/2025 a 31/01/2026
Inscrição
de apresentação de trabalho nos ST – 02/12/2025 a 31/01/2026
Resultado
dos trabalhos aprovados – 20/02/2026
Inscrição
para participação como ouvinte – 02/12/2025/ a 24/03/2026 (até as18:00 horas de
Brasília)
Inscrição
para participantes com lançamento de livros - 02/12/2025 a 31/01/2026
Realização do evento 24, 25 e 26 de março de 2026
Envio do trabalho completo para
publicação nos Anais – 20/03/2026
Previsão
para publicação dos anais – 20/04/2026
TRABALHOS APROVADOS
Em construção
Modelos de submissão
Modelos de submissão: (baixar arquivos em .doc, editar e submeter no sistema em formato .pdf)
TRABALHO COMPLETO: Clique para visualizar o modelo de trabalho completo
LANÇAMENTO DE LIVROS: Clique para visualizar o formulário a ser preenchido e submetido para lançamento de livros
Atenção para as normas para submissão:
A inscrição é gratuita.
Cada inscrito (a) poderá apresentar
apenas 1 (um) trabalho na modalidade Comunicação em ST.
Coautores (as) devem ser indicados pelo
(a) autor (a) que irá realizar a postagem do trabalho (o trabalho deve
ser postado somente pelo (a) autor (a)).
Coautores (as) também devem
se inscrever no evento na categoria participante (ouvinte).
O trabalho pode conter até 4 autores
(as)
O trabalho deve se enquadrar na proposta
do tema do evento.
Normas para resumo
TÍTULO DO TRABALHO
Autoria
(Instituição)
Resumo. O resumo deverá ser constituído de 800 a 1500 caracteres, contando com os seguintes itens: Introdução, objetivo e metodologia, discussão e conclusões, em um único texto. Deverá estar situado a duas linhas (ou 24 pontos) abaixo do nome dos/as autores/as, em língua portuguesa, em fonte Arial, tamanho 12, justificado, espaçamento entre linhas simples. (Salvar o arquivo em PDF)
Palavras-chave: No mínimo três e, no máximo, cinco
palavras, separadas por ponto e vírgula
Financiamento: informar a agência, se houver.
Normas para trabalho completo
TÍTULO DO TRABALHO
Autoria
(Instituição)
Resumo. Deve ser o mesmo que foi apresentado na inscrição.
Palavras-chave: Devem ser as mesmas que
foram apresentadas na inscrição.
Separadas por ponto e vírgula;
Financiamento: informar a
agência, se houver.
Corpo do texto:
Introdução/justificativa; Objetivos; Resultados; Considerações Finais e
Referências (fonte Arial, tamanho 12, negrito,
alinhado à esquerda).
O artigo deverá ser redigido conforme as normas da
ABNT; digitado em fonte Arial, tamanho 12; espaçamento 1,5; alinhamento
justificado; margens esquerda e superior de 3 cm; direita e inferior de 2 cm. O
texto não deve conter colunas. As referências bibliográficas devem seguir as
normas da ABNT, com alinhamento à esquerda, e limitar-se, exclusivamente, às
obras citadas no texto. Tabelas, figuras, gráficos, deverão compor o corpo do
texto. A correção gramatical e o conteúdo do texto são de inteira responsabilidade
da (s) pessoa(s) autora(s) do texto. Os textos completos (título, autoria,
resumo, palavras-chave e corpo do texto) devem ter, entre 8 e 12
páginas, em papel tamanho A4. Os trabalhos deverão ser salvos em formato PDF, e
a responsabilidade da abertura do arquivo é inteiramente da(s) pessoa(es)
responsável pela autoria. As citações devem ser no formato “autor-data” (AUTOR,
data, p. X)[1].
Citações com mais de três linhas deverão ser
apresentadas em parágrafo isolado, com espaçamento simples entre as linhas,
corpo de 10 pt e recuo de 4cm da margem esquerda do texto.
O tamanho máximo de arquivo aceito é de 3MB.
Caso seu trabalho contenha imagens estas deverão ser escaneadas em 300 dpi no
formato TIF ou JPG, dimensionadas no formato de aproximadamente 5x5 cm e
gravadas no próprio documento; (ANPUH Nacional 2017). A correção gramatical e o
conteúdo do texto são de inteira responsabilidade do(s) autores(s).
Informações
adicionais:
1. As
referências devem seguir as normas da ABNT, conforme exemplos a seguir:
Artigo
CANDAU, Joel. A memória e o princípio de perda. Diálogos, Maringá,
v. 16, n. 3, p. 843-872, 2012.
Capítulo de livro:
PRIORI, Angelo. A história e ofício do
historiador. In: PRIORI, Angelo. Introdução
aos estudos históricos. Maringá: Eduem, 2010, p. 11-20.
Autor de Livro:
BRUNELO, Leandro. A operação
Marumbi nas terras das Araucárias. Maringá: Eduem, 2009.
Dissertações e Teses:
PAIXÃO, Letícia Aparecida. Seca,
Geada e Fogo: considerações sobre um desastre ambiental (Paraná, 1963).
Maringá, 2015. 187 f. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade
Estadual de Maringá, 2015.
2.
Prazo para envio dos trabalhos:
A data limite para envio de artigos é
20/03/2026.
Simpósios Temáticos
ST 01 - Gênero e
imprensa no Brasil Republicano
Coordenação: Dra. Vívian
Marcello Ferreira Caetano (UFF)
A presente proposta
tem como objetivo refletir sobre a relação entre gênero e imprensa n
o Brasil republicano,
destacando o papel da imprensa tanto na construção quanto na contestação da
condição feminina. Em um contexto histórico marcado pelo patriarcalismo e pela
exclusão das mulheres dos espaços de poder, a imprensa funcionou como um campo
de disputas simbólicas, no qual se afirmavam e se questionavam representações
sobre o lugar social da mulher. Ao mesmo tempo em que reforçava valores
tradicionais, a imprensa também se tornou um importante instrumento de
resistência e emancipação feminina. A atuação de mulheres jornalistas,
cronistas e colaboradoras em jornais e revistas abriu caminhos para novas
formas de participação pública e política, desafiando as normas de gênero e
ampliando os debates sobre direitos civis, educação e trabalho feminino. Dessa
forma, a escrita feminina na imprensa republicana revelou-se uma prática de
luta e afirmação, contribuindo para a construção de uma consciência coletiva
sobre igualdade e cidadania. Ao analisar essas experiências, busca-se
compreender a imprensa não apenas como veículo de informação, mas como espaço
de mediação social e política, onde as mulheres encontraram meios de expressão,
denúncia e transformação.
ST 02 – Imprensa
feminista no Brasil, séculos XIX e XX: precursoras de um movimento político
transnacional
Coordenação: Dra. Laila
Thaís Correa e Silva (USP)
O percurso das
brasileiras pela conquista de direitos básicos como o de ser alfabetizada, ter
acesso a oportunidades de trabalho igualitárias, frequentar cursos
universitários, votar e ser votada, dentre outras demandas, remonta ao século
XIX e, nesse longo caminho, as mulheres que exerceram a atividade da escrita em
âmbito nacional ocuparam papel de destaque na formulação de questões e nos
debates travados na esfera pública. Nísia Floresta Brasileira Augusta,
pseudônimo da norte-rio-grandense Dionísia Gonçalves Pinto (1810-1885), foi uma
das primeiras mulheres no Brasil a romper os limites do espaço privado e
publicar contos, poesias, novelas e ensaios nos jornais de grande circulação,
como O Diário do Rio de Janeiro, O Liberal e O Brasil Ilustrado. Sua constante
presença na imprensa brasileira pode ser notada desde 1830, com sua
participação em O Espelho das Brasileiras (Recife), comentando questões
polêmicas de sua época. Em Opúsculo Humanitário (1853), Nísia Floresta reuniu
62 artigos publicados por ela na imprensa, todos voltados à importância de se
educar as mulheres, associando o atraso de uma sociedade ao descaso no qual ela
encerrou o chamado “sexo frágil”, termo à época amplamente empregado para se
referir ao sexo feminino, sintetizando toda a carga de preconceito e,
consequente, exclusão que recaia sobre as mulheres brasileiras. Nísia argumenta
que “é verdade incontestável que a educação da mulher muita influência teve
sempre sobre a moralidade dos povos e que o lugar que ela ocupa entre eles é o
barômetro que indica os progressos de sua civilização”. Dentre outros fatores
expostos na obra, a educação igualitária entre mulheres e homens poderia
promover um avanço na sociedade brasileira, tornando as mulheres aptas para o
exercício de qualquer atividade, inclusive a escrita literária. Acerca desse
ponto, as mulheres letradas dos séculos XIX e XX travaram muitas batalhas, seja
em periódicos, escritos e editados por elas mesmas, seja em romances, poesia e
contos, defendendo o direito de participação feminina na cultura letrada
nacional e a possibilidade de publicar obras, à despeito da crítica literária
masculina que as classificava como incapazes de criações artísticas de
qualidade, se comparadas aos escritos masculinos. Desde a atuação de Nísia
Floresta na imprensa brasileira nota-se um movimento de circulação de ideias e
troca de influências entre intelectuais mulheres via imprensa e literatura. A
partir da segunda metade do século XIX, no Brasil, houve a profusão de
periódicos fundados, dirigidos e compostos exclusivamente ou em sua maioria,
por mulheres. Em alguns deles, como no caso do jornal A Família (1888-1894
/1897) de Josephina Álvares de Azevedo e
A mensageira (1897-1900), de Presciliana
Duarte de Almeida, houve uma interlocução profícua entre suas redatoras-chefes
com organizações internacionais de mulheres que se identificavam com o
feminismo que se organizava na Europa, especificamente na França, promovendo
circulação de ideias e textos e, revelando que a imprensa e a literatura foram
espaços privilegiados para o combate político de mulheres. Neste simpósio
buscamos destacar impressos brasileiros e trajetórias de escritoras que se
utilizaram desses espaços para se pronunciar política e literariamente sobre as
desigualdades entre os sexos e as pautas de conquistas de direitos como o voto
feminino.
ST 03 - Escritas de
mulheres: história, cultura escrita e subjetividades plurais
Coordenação: Dra. Ana
Paula Vosne Martins (UFPR) e Dra. Jessica Brisola Stori (UFPR)
Desde a década de
1970, a abordagem histórica dos estudos de gênero, aliada à crítica literária
feminista, se debruça e reflete sobre as escritas de mulheres, a destacar as
possibilidades deste material documental enquanto fonte para a história e a
insurgência de subjetividades plurais em diferentes períodos históricos e
expressões, como poemas, cartas, manifestos, periódicos, romances, diários e
cadernos. Seguindo esta perspectiva, o presente Simpósio Temático tem como
objetivo reunir pesquisadoras/es que refletem sobre a cultura escrita nas
experiências e trajetórias de mulheres em diferentes temporalidades, espaços e
sociedades. Entendemos a escrita enquanto instrumento e ação criativa,
transformadora e autodefinidora, capaz de desapropriar e desestabilizar
discursos hegemônicos sobre identidades, cânones e genealogias, assim como uma
forma de existir e se inscrever no mundo, como observou Philippe Artières. Por
meio da escrita, mulheres questionaram seu tempo presente, reescreveram suas
histórias e transformaram sua relação com a linguagem, consigo e com o mundo.
Dessa forma, temos interesse em agrupar neste Simpósio Temático trabalhos que
discutam e apresentem essas ações, experiências e memórias escritas por
mulheres na história.
ST 04 – História das
Práticas Corporais na interface com Gênero e Sexualidade
Coordenação: Dr. Fabiano
Pries Devide (UFF) e Dra. Ábia Lima de França (UFBA)
O Seminário Temático
"História das Práticas Corporais no Brasil: interlocuções com o Gênero,
Corpo e a Sexualidade" tem por objetivo reunir pesquisas que investiguem a
trajetória de mulheres e homens nas práticas corporais no país, utilizando o
gênero, o corpo e a sexualidade como categorias centrais para analisar e
interpretar a História de pioneiras/os que enfrentaram barreiras, decorrentes
de marcadores sociais das diferenças, como raça, classe, deficiência, gênero,
corpo e sexualidade. O Seminário busca dar voz e retirar das sombras
trajetórias que possam valorizar a História das práticas corporais, focalizando
como o gênero, o corpo e a sexualidade operam nas trajetórias de inserção,
permanência e ascensão neste cenário.
ST 05 - Ascensão de
mulheres negras nos pós abolição
Coordenação: Dra. Giovana
pontes Faria (UFPel) e mestranda Rejane de Oliveira Gomes (FURG)
A proposta busca
analisar os caminhos de ascensão social, política e educacional das mulheres
negras no período pós-abolição, compreendendo suas estratégias de resistência,
solidariedade e reconstrução identitária em uma sociedade ainda estruturada
pelo racismo e pelo patriarcado. A partir das escrevivências de professoras,
lavadeiras, parteiras e lideranças comunitárias, pretende-se discutir como
essas mulheres transformaram espaços de exclusão em territórios de emancipação
e pertencimento. Ao ocupar o trabalho doméstico, a docência, o comércio e as
associações de ajuda mútua, construíram redes de apoio e práticas de
autocuidado coletivo que desafiaram as fronteiras impostas pela colonialidade.
A pesquisa parte de uma perspectiva interseccional e decolonial, articulando
raça, gênero e classe, e dialoga com autoras como Lélia Gonzalez, Sueli
Carneiro e Beatriz Nascimento. A ascensão dessas mulheres não se deu apenas no
campo material, mas sobretudo no reconhecimento simbólico de suas humanidades,
tornando-se um legado de resistência e protagonismo na história social
brasileira.
ST 06 – Entre
laboratórios e lutas: trajetórias femininas na história da ciência
Coordenação: doutoranda
Alcione Aparecida da Silva (UEM) e Dr. Marcos Cesar Danhoni (UEM)
Este eixo propõe
reunir pesquisas dedicadas a analisar as trajetórias de mulheres na história da
ciência, em diferentes contextos e temporalidades. Busca-se discutir as formas
de inserção, resistência e protagonismo de cientistas, pesquisadoras e professoras
que desafiaram estruturas excludentes de gênero, raça e classe, contribuindo
para a transformação dos espaços de produção do conhecimento. O eixo acolhe
estudos que abordem as desigualdades históricas na ciência, o apagamento das
contribuições femininas, bem como as práticas de enfrentamento e solidariedade
que possibilitaram o avanço das mulheres nos campos científicos e educacionais.
Interessa-nos reunir investigações que articulem gênero, história, ciência e
memória, destacando experiências individuais e coletivas que evidenciem como
essas trajetórias contribuem para repensar as epistemologias e narrativas sobre
o fazer científico.
ST 07 – Humanização
dos cuidados de mulheres em situação de violência de gênero: desafios no
cotidiano dos serviços de saúde
Coordenação: Dra. Tânia
Maria Gomes da Silva (Unicesumar) e doutoranda Tamara Tomitan (Unicesumar)
A violência doméstica
contra as mulheres praticada por parceiros ou ex-parceiros íntimos é um
problema de saúde pública mundial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta
que mulheres em situação de violência de qualquer natureza (física,
psicológica, sexual, moral, patrimonial) estão mais vulneráveis ao adoecimento.
Portanto, importa pensar o papel dos profissionais da saúde tanto no que tange
à correta adoção dos protocolos de cuidado quanto à assertiva orientação acerca
da rota crítica a ser seguida pelas vítimas na busca de proteção do Estado.
Estudos evidenciam que alguns profissionais da área da saúde pensam a violência
doméstica como assunto privado. Por isso, descumprem a Lei nº 13.391/2019 que
determina a obrigatoriedade da notificação de todos os casos de violência
contra a mulher atendidos em serviços de saúde públicos ou privados junto ao
SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) e à autoridade policial
em até 24 horas. A subnotificação impede o acesso aos dados estatísticos reais desses
abusos. Os Serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) constituem a porta de
entrada para o acolhimento das vítimas de violência. Portanto, é imperativo que
esses profissionais adotem medidas assertivas e humanizadas de cuidado às
mulheres expostas à violência. Assim, este grupo busca reunir comunicações que
dialoguem com o tema da violência numa interface com o campo da saúde,
atentando para as especificidades dos determinantes sociais, como gênero, raça,
classe, território, escolaridade e outros pertencimentos identitários que
potencializam vulnerabilidades e comprometem o viver digno.
ST 08 - Mulheres,
Ensino e Tecnologias Digitais: cultura, virtualidade criativa
Coordenação: Dra. Jaqueline Martins Zarbato (UFSC), Dra. Maristela Carneiro (UFMT) e Dra. Janaina Mello (UFS).
O ST pretende acolher
pesquisas que tratem da História Pública no uso das tecnologias para a formação
docente prevista na Lei 14.986/2024, que torna obrigatório o ensino das
contribuições das mulheres na história, ciência, artes e cultura do Brasil e do
mundo. Congrega as perspectivas e abordagens de gênero e cultura visual,
compreendendo e analisando o vasto campo das tecnologias digitais de informação
e comunicação (TDIC), à exemplo de sites, mídias sociais, aplicativos, jogos,
ferramentas, sistemas de Inteligência Artificial Generativa (IAGen), bens
culturais visuais, HQ, enquanto produtores de narrativas digitais e culturais
sobre os grupos sociais. Em relação ao gênero, percebe-se que tais construções
imprimem significados e significantes fundamentados na perspectiva ‘universal e
dicotômica’, silenciando ou produzindo discursos sobre a contribuição feminina
e feminista em diferentes tempos e espaços históricos. Mormente são discursos a
partir da visão masculina sobre o feminino, enquanto o olhar das mulheres se
mantém silenciado. Desta maneira, analisar esse ‘universo digital’, em suas
várias camadas e vieses, permite aprofundar as dimensões analíticas da produção
do conhecimento histórico, em uma perspectiva crítica, na justaposição de
discursos midiáticos e tecnológicos e na interface da “desterritorialização ou
da virtualização” (Lévy, 1996). Problematizar os usos das tecnologias como
campo de disputas de narrativas acerca das relações de gênero remete a examinar
o palco de diferentes cenários e sujeitos que emitem enunciados, nem sempre de
subversão, mas muitas vezes de negação das desigualdades de gênero, dos corpos
femininos, do saber-fazer de grupos sociais e culturais. Propor a análise sobre
vídeos, imagens, sites, canais de Youtube, cartilhas digitais, HQ e outras
produções no universo digital, seja na disputa de narrativas e nas discussões
didáticas, seja na análise da cultura visual, possibilita fortalecer a formação
da consciência histórica tanto para historiadores quanto para professores de História,
além de antropólogos visuais, sociólogos, cientistas da informação, filósofos,
dentre outros. Assim como permite adentrar em diálogos sobre o ‘ciberativismo
político’ e ‘os usos da cibercultura pela extrema direita’ com especial atenção
às relações de gênero no sul Global.
ST 09 - Gênero,
decolonialidade e interseccionalidade na história
Coordenação: Dr. Fernando
Bagiotto Botton (UEPI/UFPR) e Dra. Silmária Reis dos Santos (UFCG)
Este simpósio
temático propõe um espaço para reflexões históricas e historiográficas que
articulem os estudos de gênero às perspectivas decoloniais e/ou à
interseccionalidade. Objetivamos congregar pesquisas que reflitam sobre
imbricações entre raça, classe, sexualidade e colonialidade. Para tanto, serão acolhidos trabalhos que, a
partir de diversos contextos e temporalidades, possam explorar as agências,
resistências, experiências e epistemologias de pessoas e corpos dissidentes,
privilegiando olhares que descentralizem o cânone europeu-ocidental. São
bem-vindas propostas de articulação entre mulheres, indígenas, LGBTQIAPN+,
movimentos sociais, desfavorecidos econômicos etc. A interseccionalidade opera
aqui como ferramenta analítica fundamental para compreender a historicidade de
experiências plurais na constituição de contextos políticos constituídos por
múltiplas opressões e subjetividades. A
decolonialidade como perspectiva teórico-política que visa a desconstrução do
cânone europeu. E a categoria de gênero como fundamental para compreensão das
hierarquias sociais. Assim, espera-se que este Simpósio possa contemplar
pesquisas que tenham como compromisso as discussões de tais pautas em questão.
ST 10 - Gênero,
história e ensino
Coordenação: Dra. Patricia Cristina de Aragao (UEPB), Dra. Esther Ribeiro Da Silva (UEPB) e Me. Herton Renato de Albuquerque Silva (UEPB).
O presente grupo de
trabalho acolhe estudos e pesquisas que discutam a temática de gênero e
história em diálogo com o ensino, buscando problematizar o debate de gênero a
partir de uma perspectiva interseccional que articule raça, classe e
sexualidade. Interessa-nos compreender como essas camadas se cruzam e moldam os
diferentes espaços de educar, analisando suas tensões, desafios e
possibilidades no campo histórico e pedagógico.
ST 11 – Masculinidades
na História
Coordenação: Dr. Lucas
Kosinski (Unicentro) e Dr. Marcelo Douglas Nascimento Ribas Filho (UFPR)
Diferentemente das
Ciências Sociais, que desde o início do século XX vêm produzindo reflexões
sobre o que significa “ser homem” e consolidaram um campo de estudos sobre o
masculino — organizado em três ondas, conforme sugestão de Stephen Whitehead —
pode-se afirmar que a História dedicou pouca atenção a esse objeto até o início
do século XXI, quando pesquisas de fato passaram a surgir especialmente em
âmbito nacional. É, portanto, com o objetivo de reunir investigações que
articulem os estudos históricos com os estudos sobre o gênero masculino em
diferentes temporalidades e espacialidades e com uma gama variada de fontes,
que propomos este ST.
ST 12 – Mulheres
trabalhadoras rurais: trajetórias, experiências e resistências
Coordenação: doutorando
Bruno César Pereira (UFSC) e Dra. Vania Vaz (Unicentro)
O presente Simpósio
Temático propõe reunir estudos que analisem as trajetórias de vida e de
trabalho de mulheres trabalhadoras rurais, privilegiando abordagens que
articulem e entrelacem as dimensões de classe, gênero e raça/etnia. Buscando
pesquisas que partam da literatura acadêmica contemporânea, a qual concebe que
as trajetórias dessas trabalhadoras não são lineares, mas marcadas por fluxos e
refluxos, submissões e resistências, desejamos acolher pesquisas que
problematizem as relações de dominação e exploração, bem como as estratégias de
enfrentamento (coletivas e individuais) protagonizadas por mulheres que
trabalham no mundo rural. São bem-vindas abordagens interdisciplinares que
contemplem distintas temporalidades e regiões, assim como metodologias que
valorizem as narrativas, memórias e experiências dessas trabalhadoras.
ST 13 - Marxismo e
Estudos de Gênero: intersecções
Coordenação: Dr. Davi
Silva Gonçalves (Unicentro), Dra. Marta Rosani Taras Vaz (Unicentro) e Dr. Rafael
da Rocha Massuia (Unicentro)
De acordo com Engels
(1884), a primeira opressão de classe coincide com a do sexo feminino pelo
masculino. Portanto, tendo em vista que a opressão de gênero surge não como um
resquício pré-capitalista, mas uma condição necessária à manutenção da produção
capitalista, o presente simpósio propõe discutir as articulações entre marxismo
e estudos de gênero. Nos lembra Angela Davis (1981) que “a libertação das
mulheres deve ser compreendida à luz da luta contra o racismo e o capitalismo”.
A partir da intersecção entre classe e raça, Walter Rodney (2022) demonstra
como a escravidão serviu para garantir a dominação capitalista ao longo da
história. Nesse simpósio temático, propomos estabelecer este mesmo paralelo no
que se refere a desigualdade social e a desigualdade de gênero. Compreendendo
que a desigualdade de gênero só pode ser superada com o combate à hegemonia do
capital, este simpósio busca promover discussões sobre as formas de exploração
de gênero no capitalismo. Acolheremos, assim, propostas teóricas e empíricas
que examinem as intersecções entre estudos de gênero e estudos marxistas, de
modo a repensar a emancipação em termos de superação simultânea do patriarcado
e da exploração de classe.
ST 14 – Mulheres e
imprensa: trajetórias intelectuais e disputas historiográficas
Coordenação: Doutoranda Anna Clara Granado Silva (UERJ), Dra. Gabrielle Carla Mondêgo Pacheco (UERJ) e Mestranda Maíra Indio do Brasil Dezerto da Motta (UFF)
Esta proposta discute
a articulação entre história das mulheres e imprensa periódica, evidenciando
como esses impressos se tornaram fontes centrais para revisitar a produção
intelectual feminina, compreendendo suas atuações literárias, jornalísticas e
educacionais ao longo do século passado. Embora jornais e revistas tenham sido
por muito tempo considerados “fontes não oficiais”, com a ascensão da Nova
História Cultural, a partir da década de 1970 (Martins; De Luca, 2018), estes
impressos configuraram-se como espaços privilegiados de circulação de ideias e
atuação de sujeitos marginalizados, tal como as mulheres (Perrot, 2007). Nesse
contexto, a imprensa se mostra fundamental para compreender como mulheres
produziram, intervieram e disputaram sentidos no campo educacional, literário e
cultural, apesar de sua recorrente marginalização dos registros formais. A
pesquisa parte de fontes primárias, especialmente periódicos brasileiros, como
o Jornal Mulherio (Da Motta, 2022), para analisar trajetórias e práticas de
escritoras e intelectuais, abrangendo, inclusive, as estratégias por elas
utilizadas para circulação de sua produção bibliográfica (Pinto, 2023). Nesse
contexto, é possível mencionar Júlia Lopes de Almeida, Alba Cañizares do
Nascimento (Granado, 2021) e Lélia Gonzalez.
Apesar da expressiva participação e fomento à educação feminina, atuando
de forma significativa no debate público, suas histórias foram apagadas ou
reduzidas por narrativas marcadas pela “amnésia sexista” (Faedrich, 2018). Ao
recuperar seus escritos, colaborações e estratégias de inserção no espaço
público, a proposta busca contribuir para debates sobre visibilidade, produção
intelectual feminina e disputas historiográficas. Pretende-se, assim, ampliar a
compreensão sobre o papel das mulheres na construção cultural e educacional do
período, reforçando a importância da imprensa como fonte profícua e campo de
investigação.
ST 15 – Nas brechas
da história: Violência Contra Mulheres e Resistências Femininas a partir de uma
perspectiva decolonial
Coordenação: Dra. Kátia
Alexsandra dos Santos (Unicentro) e mestranda Thays Christina de Brito
(Unicentro)
O patriarcado se
desenvolveu e se expandiu a partir da colonização na América Latina, juntamente
com a assunção da modernidade (Segato, 2012). O controle dos corpos, sobretudo
femininos, foi um dos eixos fundamentais da dominação dos territórios colonizados.
A violência contra as mulheres se tornou, portanto, um sintoma da colonização.
Ela se materializa de diversas formas, passando por violência psicológica,
moral, patrimonial, física e sexual (Brasil, 2006), sendo a morte das mulheres
a forma mais grave. Embora em 2025 a Lei do Feminicídio (Brasil, 2015) tenha
completado 10 anos, os números não apontavam, desde então, para tantas mortes.
Em 2024, todos os dias ao menos quatros mulheres foram mortas por seu gênero
(FBSP, 2025). Tendo em vista esse contexto, pretendemos receber neste simpósio
trabalhos que abordem as diversas formas de violência contra mulheres, tanto em
práticas cotidianas de controle, quanto em episódios de feminicídios, violência
doméstica, violências simbólicas, coerção sexual e mecanismos de exclusão
registrados ou apagados em arquivos e memórias. O simpósio busca privilegiar
análises críticas, preferencialmente vinculadas a leituras decoloniais, que
procurem compreender as estruturas que produzem a violência. Há o interesse,
ainda, por trabalhos que tratem de estratégias de resistência construídas pelas
mulheres ao longo do tempo, contribuindo para ampliar o debate sobre a
historicidade da violência de gênero e suas implicações contemporâneas.
ST 16 – Formas não
binárias no português brasileiro: perspectivas linguísticas e sociais
Coordenação: Dra. Paloma
Batista Cardoso (UFS) e doutoranda Katherine de Albuquerque Mendonça (UFS)
O português é uma
língua de morfologia de gênero binária: nomes são classificados como femininos
ou masculinos. Câmara Jr. (1999) define o masculino como forma não marcada e o
feminino, como marcada. Sociedades cisnormativas
categorizam as pessoas com base no sexo biológico, feminino ou masculino.
Identidades que escapem à organização convencional tendem a ser silenciadas.
Nas últimas décadas, a partir de processos de reivindicação por direitos,
tem-se questionado essa categorização e suas consequências. Tais
questionamentos repercutem na língua: há emergência de formas inovadoras para
marcar identidades de gênero, como elu, delu, todes e padrões de marcação
pronominal em -e e -u (Carvalho, 2024). Na esfera linguística, gênero é uma
propriedade gramatical. Na social, é uma dimensão a partir da qual as pessoas
se reconhecem em suas múltiplas identidades. Embora possuam organização
própria, esses campos não são isolados: a partir das demandas e usos dos
falantes, processos de variação linguística são estabelecidos. Neles, atuam
fatores sociais, cognitivos e históricos que podem favorecer ou não a adoção
e/ou permanência de elementos de marcação inclusiva de gênero (Freitag, 2024).
A emergência de novas formas para referenciar identidades não-binárias não tem passado
despercebida. No Brasil, diversos projetos de lei voltados à proibição de usos
da linguagem inclusiva foram propostos, como o PL 5248/2020 e o PL 5198/2020.
Esse cenário evidencia disputas políticas, históricas e sociais. Mapear,
descrever, e discutir os usos de elementos de marcação inclusiva de gênero é
fundamental para compreender os processos de implementação de uma morfologia
que rompe com o binário tradicional. Assim, este simpósio propõe reunir
pesquisas que abordem a interface linguística e sociedade na relação entre
gênero e linguagem, contemplando trabalhos concluídos ou em andamento que
discutam e explorem usos, políticas e efeitos sociais das marcas inclusivas de
gênero na língua.
ST 17 – Gênero e
Mídias Impressas/Digitais: História, Discurso e Representação
Coordenação: Ma. Alana
Carolina Kopczynski (Unicentro) e Dra. Cibeli Grochoski (UFPR)
A imprensa tem sido,
desde o século XIX, um dos principais espaços de circulação, legitimação e/ou
contestação de discursos sobre gênero. Ao mesmo tempo em que determinados
periódicos veiculavam normas de conduta dirigidas às mulheres, em vezes se
configurava como um espaço de resistência e da possibilidade de construção de
novas subjetividades femininas. O estudo das relações entre gênero e imprensa
permite compreender como as noções de feminilidade e masculinidade foram
produzidas, disseminadas e disputadas em diferentes contextos históricos,
culturais e políticos. Este simpósio propõe reunir pesquisadoras e
pesquisadores interessados em investigar as múltiplas formas pelas quais a
imprensa, manifesta por periódicos, revistas, jornais, almanaques, suplementos,
blogs ou mídias digitais, participa da produção e circulação de discursos de
gênero, desde o século XIX até a contemporaneidade. Busca-se promover o diálogo
entre abordagens historiográficas, discursivas, literárias e comunicacionais,
problematizando as estratégias de poder e saber que atravessam essas publicações.
Interessa-nos acolher trabalhos que abordem, entre outros temas: A construção
histórica da feminilidade e da masculinidade na imprensa; Imprensa feminina,
feminista e de costumes; O papel da imprensa na difusão de discursos médicos,
morais e pedagógicos sobre o corpo feminino; Experiências de autoria e edição
de mulheres em periódicos; A imprensa como espaço de resistência e militância
política; Estratégias de representação e silenciamento das mulheres e das
dissidências de gênero; Práticas discursivas e regimes de verdade sobre gênero,
sexualidade e moralidade. Dessa forma, pretende-se fomentar um espaço de
reflexão crítica sobre como a imprensa atua na produção e reprodução de regimes
de poder e subjetivação, dialogando com perspectivas teóricas inspiradas em
Michel Foucault, Joan Scott, Margareth Rago, Mary Del Priore, Robert Darnton,
entre outras. O simpósio valoriza tanto investigações históricas e documentais
quanto análises de discurso e abordagens interdisciplinares que evidenciem a
centralidade da imprensa na história das mulheres e dos feminismos.
ST 18 - Cuidado,
Feminismos e Sociedade: perspectivas históricas, sociais e políticas
Coordenação: Dra. Nayara
Cristina Bueno (Unicentro)
As concepções e
termos relacionados ao cuidado variam conforme correntes teóricas e bases
disciplinares. A proposta deste simpósio é reunir diferentes debates
analíticos, conceituais e políticos sobre o tema dos cuidados, abrangendo tanto
o trabalho de cuidado não pago, realizado majoritariamente por mulheres no
âmbito doméstico-familiar, quanto o trabalho remunerado de cuidado. Pretende-se
discutir a economia do cuidado e o debate feminista sobre reconhecimento,
redução, redistribuição e remuneração do cuidado enquanto dimensão
indispensável para a sustentabilidade da vida. Incluem-se, ainda, contribuições
sociológicas e históricas acerca das políticas e dos regimes de cuidado,
problematizando a atuação do Estado na organização social do cuidado e destacando
as práticas de cuidado desenvolvidas por comunidades e movimentos sociais em
diferentes contextos e territórios. Este simpósio convida à reflexão e à
construção de uma agenda feminista comprometida com a valorização do cuidado e
com a consolidação de uma sociedade do cuidado.
ST 19 – Gêneros, (De)
colonialidade e experiências de resistência
Coordenação: Dra. Rafaela
Mezzomo Contessotto (UniGuairacá) e Dr. Jadson Stevan Souza da Silva (UniGuairacá)
Este simpósio propõe
discutir interlocuções entre os estudos de gênero e as perspectivas decoloniais
no âmbito da pesquisa histórica em perspectiva transdisciplinar. Partimos do
entendimento de que os regimes coloniais produziram não apenas formas específicas
de governo e exploração, mas também categorias de subjetivação, diferenciação e
hierarquização que incidem diretamente sobre os modos de construir corpos,
sexualidades e relações de gênero. Assim, interessa-nos problematizar como a
colonialidade do poder, do saber, do ser e de gênero (Quijano;
Maldonado-Torres; Lugones) estrutura as práticas discursivas que definem
lugares sociais, legitima violências e naturaliza desigualdades.
O simpósio busca
reunir trabalhos que analisem experiências históricas, práticas cotidianas,
dispositivos institucionais e narrativas que evidenciem, em diferentes
contextos, as articulações entre gênero, raça, território e formas de
resistência. São bem-vindas reflexões e obras artísticas que abordem mulheres,
populações indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais, movimentos
feministas e LGBTQIA+, bem como pesquisas que problematizem epistemologias
hegemônicas e proponham deslocamentos metodológicos de matriz decolonial. O
objetivo é criar um espaço de diálogo capaz de tensionar paradigmas
estabelecidos e ampliar horizontes críticos para as pesquisas em gênero e
história no Brasil.
ST 20 – Engrenagens
da Desigualdade: Mulheres e Expropriação no Capitalismo
Coordenação: Dra. Ana
Claudia Marochi (UENP) e Dra. Fernanda Oscar Dourado Valentim (UENP)
O simpósio propõe
analisar historicamente as múltiplas formas de expropriação que atravessam a
vida das mulheres na conformação e manutenção da sociedade capitalista.
Partindo da compreensão de que o capitalismo se estruturou por meio da
apropriação dos corpos, dos tempos e dos saberes das mulheres, buscamos reunir
pesquisas que evidenciem como diferentes regimes de exploração, do trabalho
escravizado às formas contemporâneas de precarização laboral, da domesticação
dos cuidados à mercantilização da vida, produziram desigualdades duradouras e
hierarquizadas. Interessa-nos discutir tanto mecanismos materiais de
despossessão, como o controle do trabalho reprodutivo, a violência
institucional e a desigual distribuição de renda e direitos, quanto formas
simbólicas de expropriação, incluindo o apagamento intelectual, a restrição à
participação política, a naturalização de papéis de gênero e a desvalorização
dos saberes femininos.
O simpósio acolhe
abordagens que mobilizem perspectivas críticas, feministas e que tratem os
diversos marcadores sociais de forma consubstancial, capazes de iluminar as
diferenças e convergências entre experiências de mulheres em distintos
contextos históricos, considerando raça, classe, etnia e território como
dimensões estruturantes dessas expropriações. Ao reunir estudos que articulem
passado e presente, pretende-se evidenciar não apenas as continuidades dos
processos de exploração, mas também as estratégias de resistência,
solidariedade e organização coletiva que tensionam a ordem capitalista e
apontam para outras formas possíveis de existência social.
ST 21 – Gordofobia em
Discurso: Representações, Resistência e Ressignificação
Coordenação: mestranda
Alana Gabriela dos Santos Bastos (Unicamp) e Dra. Renata de Oliveira Carreon (Unicamp)
Este simpósio
temático tem como objetivo acolher pesquisas que abordem questões relacionadas
à gordofobia, como um fenômeno atravessado por relações de gênero, considerando
que a discriminação direcionada a corporeidades gordas que se manifesta de
diferentes formas e em diferentes contextos incide de modo particularmente
intenso sobre as mulheres. Diante disso, busca-se criar um espaço de discussão
para trabalhos que analisem como corpos gordos são representados ou
invisibilizados, regulados e hierarquizados em diferentes discursividades e
contextos, incluindo mídias digitais, políticas públicas e espaços
educacionais. A proposta busca reunir estudos de diversas áreas, como história,
sociologia, educação, antropologia, psicologia, linguística, comunicação,
saúde, artes e humanidades em geral, visando compreender tanto os mecanismos
que sustentam desigualdades e violências contra pessoas gordas quanto as formas
de resistência, ativismos, narrativas e práticas que questionam, ressignificam
e disputam sentidos sobre corpos gordos. Dessa forma, o simpósio pretende
oferecer um espaço de diálogo interdisciplinar, contribuindo para a
consolidação da gordofobia como tema relevante nos estudos sobre gênero e
corpo.
ST 22 - Oralidade,
Memória e Gênero
Coordenação: Dra. Nadia
Maria Guariza (UNICENTRO) e doutorando Lucas Antoszczyszyn (UNICENTRO)
Pesquisas que
aproximam gênero, memória e oralidade nos evidenciam que as experiências
humanas se transformam em narrativas, logo, é possível denotar como essas
narrativas carregam marcas das construções sociais de gênero. Como afirmam
Suely Kofes e Adriana Piscitelli (1997), “quem narra suas lembranças, recria e
comunica experiências marcadas pelas diferenciações estabelecidas pelas
construções de gênero”. Michelle Perrot (1989) observa que, historicamente, às
mulheres foi delegado o espaço do íntimo e da família, produzindo “uma memória
do privado [...] por convenção e posição”. Não por essência, mas por condição
histórica. Ainda assim, quando atravessam fronteiras na política, no trabalho,
na militância, na arte, suas memórias ganham novas formas, tonalidades e
alcances: a memória acompanha a experiência. Também Michael Pollak (1992), ao
analisar depoimentos de mulheres deportadas, identificou estilos narrativos que
dialogam com os lugares ocupados na vida social: o cronológico, o temático e o
factual, este último marcado por saltos e rupturas: narrativas que “pulava[m]
do filho caçula para a deportação [...] e a gente não sabia mais onde estava”
(p. 213), exemplificando-nos mais uma vez que cada trajetória se transforma
como que em um modelo arquitetônico de lembranças. Convidamos a comunidade
científica para integrar o nosso ST, que aceitará trabalhos que iluminem as
formas diversas pelas quais sujeitos generificados narram, reinventam e
disputam seus lugares na história por meio da memória, sobretudo com a
oralidade como fonte. Como essa proposta se ancora no tensionamento de
fronteiras disciplinares, vinculada à equipe do NEGESH (Núcleo de Estudos de
Gênero, Espaços Simbólicos e História - Unicentro), espera essencialmente
trabalhos que contribuam para o desmonte de narrativas excludentes e para a
afirmação de uma historiografia diversificada, política e comprometida com
transformações sociais. Trabalhos que dialoguem com áreas como Ciências
Sociais, Educação, Literatura, entre outras, serão muito bem-vindos, com vistas
à construção de um espaço transdisciplinar de debate e desenvolvimento coletivo.
ST 23 – As
experiências femininas nas ditaduras: entre práticas artísticas feministas e
narrativas do eu
Coordenação: Dr. Bruno
Marques (Universidade Aberta; IHA NOVA FCSH) e Dra. Carla Cristina Nacke
Conradi (UNIOESTE)
Este Simpósio
Temático propõe discutir os protagonismos de mulheres na elaboração do trauma
histórico e político das ditaduras ibéricas e latino-americanas, sejam a partir
das práticas artísticas feministas que articulam memória, corpo e cuidado e/ou
dos protagonismos que emergem das narrativas vivenciais de mulheres militantes
políticas que no presente de suas vidas, constituem narrativas do eu, seja em
forma de testemunhos orais, escritos ou artísticos. Para as práticas
artísticas, partindo de abordagens que entendem a arte como gesto reparador, a
proposta convida pesquisadoras/es e artistas a refletirem sobre como a criação
visual, performativa e curatorial atua como um espaço de reinscrição subjetiva
e coletiva das violências e silenciamentos deixados por regimes autoritários.
Sobre a experiência feminina de contar a si mesmas, o Simpósio visa reunir
trabalhos e pesquisas voltados à luta política e resistências em contexto de
ditaduras, que tem como foco principal a narrativa e memória das mulheres militantes
políticas, para tratar de suas participações nas organizações de esquerda, das
relações de gênero no período, a maternidade na militância, das violências e
traumas vividos no cárcere, na clandestinidade ou exílios, entre outros temas
relacionados militância feminina. Serão bem-vindos trabalhos que analisem
projetos artísticos, exposições, performances e práticas curatoriais
desenvolvidas por mulheres e/ou narrativas autobiográficas que abordam o trauma
político e a memória de forma crítica, poética e afetiva — produzindo
contranarrativas e políticas do cuidado de si.
Sobre o evento
O V Colóquio de Gênero e Pesquisa Histórica, organizado pelo Departamento de História em conjunto com o Programa de Pós-Graduação em História e o Núcleo de Estudos de Gênero, Espaços Simbólicos e História da Unicentro, Campus Irati-PR, tem como objetivos: proporcionar uma reflexão sobre os estudos de gênero em articulação com a pesquisa e o ensino, com as metodologias de ensino e abordagens de temas contemporâneos, como relações de gênero, multiculturalismo e linguagens culturais na sala de aula; divulgar os resultados de pesquisas de pós-graduação e de docentes, da UNICENTRO e de outras instituições de ensino; promover maior integração entre o ensino e a pesquisa na graduação e pós-graduação; fomentar o debate em torno da historiografia feminista. Destina-se a comunidade acadêmica local, regional, estadual e nacional; estudantes, professores e gestores das escolas de ensino fundamental e médio de Irati-PR e região. O evento contará com os seguintes recursos metodológicos: duas conferências via meet e sessões de comunicações via meet. Espera-se como resultado: a articulação ensino, pesquisa e extensão; maior integração entre graduação e pós-graduação; relações dialógicas entre universidade e sociedade em geral; publicações de anais com textos completos de acadêmicos; publicação de uma coletânea de textos das pesquisadoras convidadas.
Prazos de inscrições
| Categoria | Modalidade | Prazo de inscrição | Preço * |
|---|---|---|---|
| Participantes com comunicação em ST | Evento | 31/01/2026 23:59:00 | - |
| Participantes em coordenação de ST | Evento | 31/01/2026 23:59:00 | - |
| Participantes ouvintes | Evento | 24/03/2026 18:00:00 | - |
| participantes com lançamento de livros | Evento | 31/01/2026 23:59:00 | - |
* O preço de inscrição pode variar com inscrição em atividades.
Palestras
| Título | ||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Conferência: Gênero, Feminismos e Mídias Sociais | ||||||||||||
DescriçãoConferencista: JOANNA BURIGO Bacharel em Comunicação Social pela PUCRS e mestre em Gênero, Mídia e Cultura pela London School of Economics, atua há mais de duas décadas na interface entre comunicação, feminismo e educação em gênero e diversidade. Fundadora e colaboradora de iniciativas como o Guerreiras Project, Gender Hub, Casa da Mãe Joanna e Emancipa Mulher, tem experiência no Brasil e no Reino Unido, onde também lecionou no Morley College. Foi colunista da Carta Capital (2016–2019), palestrante no TEDxLaçador, e desde 2019 integra o Portal Catarinas como colunista e conselheira editorial. Autora de Patriarcado Gênero Feminismo (Zouk, 2022), publicou outros cinco projetos colaborativos pela mesma editora. Lecionou no extinto MBA em Diversidade e Inclusão da Universidade La Salle (2020–2024), e hoje atua como consultora e educadora em diversidade e inclusão em organizações públicas, privadas e do terceiro setor. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Ambiente Virtual Datas e horários
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Simpósios
| Título | ||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ST 01 - Gênero e imprensa no Brasil Republicano | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 1 - Gênero e imprensa no Brasil Republicano. Coordenação: Dra. Vívian Marcello Ferreira Caetano (UFF). A presente proposta tem como objetivo refletir sobre a relação entre gênero e imprensa n o Brasil republicano, destacando o papel da imprensa tanto na construção quanto na contestação da condição feminina. Em um contexto histórico marcado pelo patriarcalismo e pela exclusão das mulheres dos espaços de poder, a imprensa funcionou como um campo de disputas simbólicas, no qual se afirmavam e se questionavam representações sobre o lugar social da mulher. Ao mesmo tempo em que reforçava valores tradicionais, a imprensa também se tornou um importante instrumento de resistência e emancipação feminina. A atuação de mulheres jornalistas, cronistas e colaboradoras em jornais e revistas abriu caminhos para novas formas de participação pública e política, desafiando as normas de gênero e ampliando os debates sobre direitos civis, educação e trabalho feminino. Dessa forma, a escrita feminina na imprensa republicana revelou-se uma prática de luta e afirmação, contribuindo para a construção de uma consciência coletiva sobre igualdade e cidadania. Ao analisar essas experiências, busca-se compreender a imprensa não apenas como veículo de informação, mas como espaço de mediação social e política, onde as mulheres encontraram meios de expressão, denúncia e transformação. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 02 - Imprensa feminista no Brasil, séculos XIX e XX: precursoras de um movimento político transnacional | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 2 – Imprensa feminista no Brasil, séculos XIX e XX: precursoras de um movimento político transnacional Coordenação: Dra. Laila Thaís Correa e Silva (USP) O percurso das brasileiras pela conquista de direitos básicos como o de ser alfabetizada, ter acesso a oportunidades de trabalho igualitárias, frequentar cursos universitários, votar e ser votada, dentre outras demandas, remonta ao século XIX e, nesse longo caminho, as mulheres que exerceram a atividade da escrita em âmbito nacional ocuparam papel de destaque na formulação de questões e nos debates travados na esfera pública. Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo da norte-rio-grandense Dionísia Gonçalves Pinto (1810-1885), foi uma das primeiras mulheres no Brasil a romper os limites do espaço privado e publicar contos, poesias, novelas e ensaios nos jornais de grande circulação, como O Diário do Rio de Janeiro, O Liberal e O Brasil Ilustrado. Sua constante presença na imprensa brasileira pode ser notada desde 1830, com sua participação em O Espelho das Brasileiras (Recife), comentando questões polêmicas de sua época. Em Opúsculo Humanitário (1853), Nísia Floresta reuniu 62 artigos publicados por ela na imprensa, todos voltados à importância de se educar as mulheres, associando o atraso de uma sociedade ao descaso no qual ela encerrou o chamado “sexo frágil”, termo à época amplamente empregado para se referir ao sexo feminino, sintetizando toda a carga de preconceito e, consequente, exclusão que recaia sobre as mulheres brasileiras. Nísia argumenta que “é verdade incontestável que a educação da mulher muita influência teve sempre sobre a moralidade dos povos e que o lugar que ela ocupa entre eles é o barômetro que indica os progressos de sua civilização”. Dentre outros fatores expostos na obra, a educação igualitária entre mulheres e homens poderia promover um avanço na sociedade brasileira, tornando as mulheres aptas para o exercício de qualquer atividade, inclusive a escrita literária. Acerca desse ponto, as mulheres letradas dos séculos XIX e XX travaram muitas batalhas, seja em periódicos, escritos e editados por elas mesmas, seja em romances, poesia e contos, defendendo o direito de participação feminina na cultura letrada nacional e a possibilidade de publicar obras, à despeito da crítica literária masculina que as classificava como incapazes de criações artísticas de qualidade, se comparadas aos escritos masculinos. Desde a atuação de Nísia Floresta na imprensa brasileira nota-se um movimento de circulação de ideias e troca de influências entre intelectuais mulheres via imprensa e literatura. A partir da segunda metade do século XIX, no Brasil, houve a profusão de periódicos fundados, dirigidos e compostos exclusivamente ou em sua maioria, por mulheres. Em alguns deles, como no caso do jornal A Família (1888-1894 /1897) de Josephina Álvares de Azevedo e A mensageira (1897-1900), de Presciliana Duarte de Almeida, houve uma interlocução profícua entre suas redatoras-chefes com organizações internacionais de mulheres que se identificavam com o feminismo que se organizava na Europa, especificamente na França, promovendo circulação de ideias e textos e, revelando que a imprensa e a literatura foram espaços privilegiados para o combate político de mulheres. Neste simpósio buscamos destacar impressos brasileiros e trajetórias de escritoras que se utilizaram desses espaços para se pronunciar política e literariamente sobre as desigualdades entre os sexos e as pautas de conquistas de direitos como o voto feminino. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 03 - Escritas de mulheres: história, cultura escrita e subjetividades plurais | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 3 - Escritas de mulheres: história, cultura escrita e subjetividades plurais. Coordenação: Dra. Ana Paula Vosne Martins (UFPR) e doutoranda Jessica Brisola Stori (UFPR). Desde a década de 1970, a abordagem histórica dos estudos de gênero, aliada à crítica literária feminista, se debruça e reflete sobre as escritas de mulheres, a destacar as possibilidades deste material documental enquanto fonte para a história e a insurgência de subjetividades plurais em diferentes períodos históricos e expressões, como poemas, cartas, manifestos, periódicos, romances, diários e cadernos. Seguindo esta perspectiva, o presente Simpósio Temático tem como objetivo reunir pesquisadoras/es que refletem sobre a cultura escrita nas experiências e trajetórias de mulheres em diferentes temporalidades, espaços e sociedades. Entendemos a escrita enquanto instrumento e ação criativa, transformadora e autodefinidora, capaz de desapropriar e desestabilizar discursos hegemônicos sobre identidades, cânones e genealogias, assim como uma forma de existir e se inscrever no mundo, como observou Philippe Artières. Por meio da escrita, mulheres questionaram seu tempo presente, reescreveram suas histórias e transformaram sua relação com a linguagem, consigo e com o mundo. Dessa forma, temos interesse em agrupar neste Simpósio Temático trabalhos que discutam e apresentem essas ações, experiências e memórias escritas por mulheres na história. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 04 – História das Práticas Corporais na interface com Gênero e Sexualidade | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 4 – História das Práticas Corporais na interface com Gênero e Sexualidade. Coordenação: Dr. Fabiano Pries Devide (UFF) e Dra.Ábia Lima de França (UFBA). O Seminário Temático "História das Práticas Corporais no Brasil: interlocuções com o Gênero, Corpo e a Sexualidade" tem por objetivo reunir pesquisas que investiguem a trajetória de mulheres e homens nas práticas corporais no país, utilizando o gênero, o corpo e a sexualidade como categorias centrais para analisar e interpretar a História de pioneiras/os que enfrentaram barreiras, decorrentes de marcadores sociais das diferenças, como raça, classe, deficiência, gênero, corpo e sexualidade. O Seminário busca dar voz e retirar das sombras trajetórias que possam valorizar a História das práticas corporais, focalizando como o gênero, o corpo e a sexualidade operam nas trajetórias de inserção, permanência e ascensão neste cenário. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 05 - Ascensão de mulheres negras nos pós abolição | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 5 - Ascensão de mulheres negras nos pós abolição. Coordenação: Dra. Giovana pontes Faria (UFPel) e mestranda Rejane de Oliveira Gomes (FURG). A proposta busca analisar os caminhos de ascensão social, política e educacional das mulheres negras no período pós-abolição, compreendendo suas estratégias de resistência, solidariedade e reconstrução identitária em uma sociedade ainda estruturada pelo racismo e pelo patriarcado. A partir das escrevivências de professoras, lavadeiras, parteiras e lideranças comunitárias, pretende-se discutir como essas mulheres transformaram espaços de exclusão em territórios de emancipação e pertencimento. Ao ocupar o trabalho doméstico, a docência, o comércio e as associações de ajuda mútua, construíram redes de apoio e práticas de autocuidado coletivo que desafiaram as fronteiras impostas pela colonialidade. A pesquisa parte de uma perspectiva interseccional e decolonial, articulando raça, gênero e classe, e dialoga com autoras como Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro e Beatriz Nascimento. A ascensão dessas mulheres não se deu apenas no campo material, mas sobretudo no reconhecimento simbólico de suas humanidades, tornando-se um legado de resistência e protagonismo na história social brasileira. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 06 – Entre laboratórios e lutas: trajetórias femininas na história da ciência | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 6 – Entre laboratórios e lutas: trajetórias femininas na história da ciência. Coordenação: doutoranda Alcione Aparecida da Silva (UEM) e Dr. Marcos Cesar Danhoni (UEM). Este eixo propõe reunir pesquisas dedicadas a analisar as trajetórias de mulheres na história da ciência, em diferentes contextos e temporalidades. Busca-se discutir as formas de inserção, resistência e protagonismo de cientistas, pesquisadoras e professoras que desafiaram estruturas excludentes de gênero, raça e classe, contribuindo para a transformação dos espaços de produção do conhecimento. O eixo acolhe estudos que abordem as desigualdades históricas na ciência, o apagamento das contribuições femininas, bem como as práticas de enfrentamento e solidariedade que possibilitaram o avanço das mulheres nos campos científicos e educacionais. Interessa-nos reunir investigações que articulem gênero, história, ciência e memória, destacando experiências individuais e coletivas que evidenciem como essas trajetórias contribuem para repensar as epistemologias e narrativas sobre o fazer científico. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 07 – Humanização dos cuidados de mulheres em situação de violência de gênero: desafios no cotidiano dos serviços de saúde | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 7 – Humanização dos cuidados de mulheres em situação de violência de gênero: desafios no cotidiano dos serviços de saúde. Coordenação: Dra. Tânia Maria Gomes da Silva (Unicesumar) e doutoranda Tamara Tomitan (Unicesumar). A violência doméstica contra as mulheres praticada por parceiros ou ex-parceiros íntimos é um problema de saúde pública mundial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que mulheres em situação de violência de qualquer natureza (física, psicológica, sexual, moral, patrimonial) estão mais vulneráveis ao adoecimento. Portanto, importa pensar o papel dos profissionais da saúde tanto no que tange à correta adoção dos protocolos de cuidado quanto à assertiva orientação acerca da rota crítica a ser seguida pelas vítimas na busca de proteção do Estado. Estudos evidenciam que alguns profissionais da área da saúde pensam a violência doméstica como assunto privado. Por isso, descumprem a Lei nº 13.391/2019 que determina a obrigatoriedade da notificação de todos os casos de violência contra a mulher atendidos em serviços de saúde públicos ou privados junto ao SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) e à autoridade policial em até 24 horas. A subnotificação impede o acesso aos dados estatísticos reais desses abusos. Os Serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) constituem a porta de entrada para o acolhimento das vítimas de violência. Portanto, é imperativo que esses profissionais adotem medidas assertivas e humanizadas de cuidado às mulheres expostas à violência. Assim, este grupo busca reunir comunicações que dialoguem com o tema da violência numa interface com o campo da saúde, atentando para as especificidades dos determinantes sociais, como gênero, raça, classe, território, escolaridade e outros pertencimentos identitários que potencializam vulnerabilidades e comprometem o viver digno. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 08 - Mulheres, Ensino e Tecnologias Digitais: cultura, virtualidade criativa | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 8 - Mulheres, Ensino e Tecnologias Digitais: cultura, virtualidade criativa. Coordenação: Dra. Jaqueline Martins Zarbato (UFSC), Dra. Maristela Carneiro (UFMT) e Dra. Janaina Mello (UFS) O ST pretende acolher pesquisas que tratem da História Pública no uso das tecnologias para a formação docente prevista na Lei 14.986/2024, que torna obrigatório o ensino das contribuições das mulheres na história, ciência, artes e cultura do Brasil e do mundo. Congrega as perspectivas e abordagens de gênero e cultura visual, compreendendo e analisando o vasto campo das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC), à exemplo de sites, mídias sociais, aplicativos, jogos, ferramentas, sistemas de Inteligência Artificial Generativa (IAGen), bens culturais visuais, HQ, enquanto produtores de narrativas digitais e culturais sobre os grupos sociais. Em relação ao gênero, percebe-se que tais construções imprimem significados e significantes fundamentados na perspectiva ‘universal e dicotômica’, silenciando ou produzindo discursos sobre a contribuição feminina e feminista em diferentes tempos e espaços históricos. Mormente são discursos a partir da visão masculina sobre o feminino, enquanto o olhar das mulheres se mantém silenciado. Desta maneira, analisar esse ‘universo digital’, em suas várias camadas e vieses, permite aprofundar as dimensões analíticas da produção do conhecimento histórico, em uma perspectiva crítica, na justaposição de discursos midiáticos e tecnológicos e na interface da “desterritorialização ou da virtualização” (Lévy, 1996). Problematizar os usos das tecnologias como campo de disputas de narrativas acerca das relações de gênero remete a examinar o palco de diferentes cenários e sujeitos que emitem enunciados, nem sempre de subversão, mas muitas vezes de negação das desigualdades de gênero, dos corpos femininos, do saber-fazer de grupos sociais e culturais. Propor a análise sobre vídeos, imagens, sites, canais de Youtube, cartilhas digitais, HQ e outras produções no universo digital, seja na disputa de narrativas e nas discussões didáticas, seja na análise da cultura visual, possibilita fortalecer a formação da consciência histórica tanto para historiadores quanto para professores de História, além de antropólogos visuais, sociólogos, cientistas da informação, filósofos, dentre outros. Assim como permite adentrar em diálogos sobre o ‘ciberativismo político’ e ‘os usos da cibercultura pela extrema direita’ com especial atenção às relações de gênero no sul Global. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 09 - Gênero, decolonialidade e interseccionalidade na história | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 9 - Gênero, decolonialidade e interseccionalidade na história. Coordenação: Dr. Fernando Bagiotto Botton (UEPI/UFPR) e Dra. Silmária Reis dos Santos (UFCG). Este simpósio temático propõe um espaço para reflexões históricas e historiográficas que articulem os estudos de gênero às perspectivas decoloniais e/ou à interseccionalidade. Objetivamos congregar pesquisas que reflitam sobre imbricações entre raça, classe, sexualidade e colonialidade. Para tanto, serão acolhidos trabalhos que, a partir de diversos contextos e temporalidades, possam explorar as agências, resistências, experiências e epistemologias de pessoas e corpos dissidentes, privilegiando olhares que descentralizem o cânone europeu-ocidental. São bem-vindas propostas de articulação entre mulheres, indígenas, LGBTQIAPN+, movimentos sociais, desfavorecidos econômicos etc. A interseccionalidade opera aqui como ferramenta analítica fundamental para compreender a historicidade de experiências plurais na constituição de contextos políticos constituídos por múltiplas opressões e subjetividades. A decolonialidade como perspectiva teórico-política que visa a desconstrução do cânone europeu. E a categoria de gênero como fundamental para compreensão das hierarquias sociais. Assim, espera-se que este Simpósio possa contemplar pesquisas que tenham como compromisso as discussões de tais pautas em questão. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 10 - Gênero, história e ensino | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 10 - Gênero, história e ensino. Coordenação: Dra. Patricia Cristina de Aragao (UEPB), Dra. Esther Ribeiro Da Silva (UEPB) e Me. Herton Renato de Albuquerque Silva (UEPB) O presente grupo de trabalho acolhe estudos e pesquisas que discutam a temática de gênero e história em diálogo com o ensino, buscando problematizar o debate de gênero a partir de uma perspectiva interseccional que articule raça, classe e sexualidade. Interessa-nos compreender como essas camadas se cruzam e moldam os diferentes espaços de educar, analisando suas tensões, desafios e possibilidades no campo histórico e pedagógico. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 11 – Masculinidades na História | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição obrigatória somente para quem irá apresentar comunicação. ST 11 – Masculinidades na História. Coordenação: Dr. Lucas Kosinski (Unicentro) e Dr. Marcelo Douglas Nascimento Ribas Filho (UFPR). Diferentemente das Ciências Sociais, que desde o início do século XX vêm produzindo reflexões sobre o que significa “ser homem” e consolidaram um campo de estudos sobre o masculino — organizado em três ondas, conforme sugestão de Stephen Whitehead — pode-se afirmar que a História dedicou pouca atenção a esse objeto até o início do século XXI, quando pesquisas de fato passaram a surgir especialmente em âmbito nacional. É, portanto, com o objetivo de reunir investigações que articulem os estudos históricos com os estudos sobre o gênero masculino em diferentes temporalidades e espacialidades e com uma gama variada de fontes, que propomos este ST. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 12 – Mulheres trabalhadoras rurais: trajetórias, experiências e resistências | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 12 – Mulheres trabalhadoras rurais: trajetórias, experiências e resistências. Coordenação: doutorando Bruno César Pereira (UFSC) e Dra. Vania Vaz (Unicentro). O presente Simpósio Temático propõe reunir estudos que analisem as trajetórias de vida e de trabalho de mulheres trabalhadoras rurais, privilegiando abordagens que articulem e entrelacem as dimensões de classe, gênero e raça/etnia. Buscando pesquisas que partam da literatura acadêmica contemporânea, a qual concebe que as trajetórias dessas trabalhadoras não são lineares, mas marcadas por fluxos e refluxos, submissões e resistências, desejamos acolher pesquisas que problematizem as relações de dominação e exploração, bem como as estratégias de enfrentamento (coletivas e individuais) protagonizadas por mulheres que trabalham no mundo rural. São bem-vindas abordagens interdisciplinares que contemplem distintas temporalidades e regiões, assim como metodologias que valorizem as narrativas, memórias e experiências dessas trabalhadoras. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 13 - Marxismo e Estudos de Gênero: intersecções | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 13 - Marxismo e Estudos de Gênero: intersecções. Coordenação: Dr. Davi Silva Gonçalves (Unicentro), Dra. Marta Rosani Taras Vaz (Unicentro) e Dr. Rafael da Rocha Massuia (Unicentro). De acordo com Engels (1884), a primeira opressão de classe coincide com a do sexo feminino pelo masculino. Portanto, tendo em vista que a opressão de gênero surge não como um resquício pré-capitalista, mas uma condição necessária à manutenção da produção capitalista, o presente simpósio propõe discutir as articulações entre marxismo e estudos de gênero. Nos lembra Angela Davis (1981) que “a libertação das mulheres deve ser compreendida à luz da luta contra o racismo e o capitalismo”. A partir da intersecção entre classe e raça, Walter Rodney (2022) demonstra como a escravidão serviu para garantir a dominação capitalista ao longo da história. Nesse simpósio temático, propomos estabelecer este mesmo paralelo no que se refere a desigualdade social e a desigualdade de gênero. Compreendendo que a desigualdade de gênero só pode ser superada com o combate à hegemonia do capital, este simpósio busca promover discussões sobre as formas de exploração de gênero no capitalismo. Acolheremos, assim, propostas teóricas e empíricas que examinem as intersecções entre estudos de gênero e estudos marxistas, de modo a repensar a emancipação em termos de superação simultânea do patriarcado e da exploração de classe. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 14 – Mulheres e imprensa: trajetórias intelectuais e disputas historiográficas | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 14 – Mulheres e imprensa: trajetórias intelectuais e disputas historiográficas. Coordenação: doutoranda Anna Clara Granado Silva (UERJ), Dra. Gabrielle Carla Mondêgo Pacheco (UERJ) e Mestranda Maíra Indio do Brasil Dezerto da Motta (UFF). Esta proposta discute a articulação entre história das mulheres e imprensa periódica, evidenciando como esses impressos se tornaram fontes centrais para revisitar a produção intelectual feminina, compreendendo suas atuações literárias, jornalísticas e educacionais ao longo do século passado. Embora jornais e revistas tenham sido por muito tempo considerados “fontes não oficiais”, com a ascensão da Nova História Cultural, a partir da década de 1970 (Martins; De Luca, 2018), estes impressos configuraram-se como espaços privilegiados de circulação de ideias e atuação de sujeitos marginalizados, tal como as mulheres (Perrot, 2007). Nesse contexto, a imprensa se mostra fundamental para compreender como mulheres produziram, intervieram e disputaram sentidos no campo educacional, literário e cultural, apesar de sua recorrente marginalização dos registros formais. A pesquisa parte de fontes primárias, especialmente periódicos brasileiros, como o Jornal Mulherio (Da Motta, 2022), para analisar trajetórias e práticas de escritoras e intelectuais, abrangendo, inclusive, as estratégias por elas utilizadas para circulação de sua produção bibliográfica (Pinto, 2023). Nesse contexto, é possível mencionar Júlia Lopes de Almeida, Alba Cañizares do Nascimento (Granado, 2021) e Lélia Gonzalez. Apesar da expressiva participação e fomento à educação feminina, atuando de forma significativa no debate público, suas histórias foram apagadas ou reduzidas por narrativas marcadas pela “amnésia sexista” (Faedrich, 2018). Ao recuperar seus escritos, colaborações e estratégias de inserção no espaço público, a proposta busca contribuir para debates sobre visibilidade, produção intelectual feminina e disputas historiográficas. Pretende-se, assim, ampliar a compreensão sobre o papel das mulheres na construção cultural e educacional do período, reforçando a importância da imprensa como fonte profícua e campo de investigação. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 15 – Nas brechas da história: Violência Contra Mulheres e Resistências Femininas a partir de uma perspectiva decolonial | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 15 – Nas brechas da história: Violência Contra Mulheres e Resistências Femininas a partir de uma perspectiva decolonial. Coordenação: Dra. Kátia Alexsandra dos Santos (Unicentro) e mestranda Thays Christina de Brito (Unicentro). O patriarcado se desenvolveu e se expandiu a partir da colonização na América Latina, juntamente com a assunção da modernidade (Segato, 2012). O controle dos corpos, sobretudo femininos, foi um dos eixos fundamentais da dominação dos territórios colonizados. A violência contra as mulheres se tornou, portanto, um sintoma da colonização. Ela se materializa de diversas formas, passando por violência psicológica, moral, patrimonial, física e sexual (Brasil, 2006), sendo a morte das mulheres a forma mais grave. Embora em 2025 a Lei do Feminicídio (Brasil, 2015) tenha completado 10 anos, os números não apontavam, desde então, para tantas mortes. Em 2024, todos os dias ao menos quatros mulheres foram mortas por seu gênero (FBSP, 2025). Tendo em vista esse contexto, pretendemos receber neste simpósio trabalhos que abordem as diversas formas de violência contra mulheres, tanto em práticas cotidianas de controle, quanto em episódios de feminicídios, violência doméstica, violências simbólicas, coerção sexual e mecanismos de exclusão registrados ou apagados em arquivos e memórias. O simpósio busca privilegiar análises críticas, preferencialmente vinculadas a leituras decoloniais, que procurem compreender as estruturas que produzem a violência. Há o interesse, ainda, por trabalhos que tratem de estratégias de resistência construídas pelas mulheres ao longo do tempo, contribuindo para ampliar o debate sobre a historicidade da violência de gênero e suas implicações contemporâneas. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 16 – Formas não binárias no português brasileiro: perspectivas linguísticas e sociais | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 16 – Formas não binárias no português brasileiro: perspectivas linguísticas e sociais. Coordenação: Dra. Paloma Batista Cardoso (UFS) e doutoranda Katherine de Albuquerque Mendonça (UFS). O português é uma língua de morfologia de gênero binária: nomes são classificados como femininos ou masculinos. Câmara Jr. (1999) define o masculino como forma não marcada e o feminino, como marcada. Sociedades cisnormativas categorizam as pessoas com base no sexo biológico, feminino ou masculino. Identidades que escapem à organização convencional tendem a ser silenciadas. Nas últimas décadas, a partir de processos de reivindicação por direitos, tem-se questionado essa categorização e suas consequências. Tais questionamentos repercutem na língua: há emergência de formas inovadoras para marcar identidades de gênero, como elu, delu, todes e padrões de marcação pronominal em -e e -u (Carvalho, 2024). Na esfera linguística, gênero é uma propriedade gramatical. Na social, é uma dimensão a partir da qual as pessoas se reconhecem em suas múltiplas identidades. Embora possuam organização própria, esses campos não são isolados: a partir das demandas e usos dos falantes, processos de variação linguística são estabelecidos. Neles, atuam fatores sociais, cognitivos e históricos que podem favorecer ou não a adoção e/ou permanência de elementos de marcação inclusiva de gênero (Freitag, 2024). A emergência de novas formas para referenciar identidades não-binárias não tem passado despercebida. No Brasil, diversos projetos de lei voltados à proibição de usos da linguagem inclusiva foram propostos, como o PL 5248/2020 e o PL 5198/2020. Esse cenário evidencia disputas políticas, históricas e sociais. Mapear, descrever, e discutir os usos de elementos de marcação inclusiva de gênero é fundamental para compreender os processos de implementação de uma morfologia que rompe com o binário tradicional. Assim, este simpósio propõe reunir pesquisas que abordem a interface linguística e sociedade na relação entre gênero e linguagem, contemplando trabalhos concluídos ou em andamento que discutam e explorem usos, políticas e efeitos sociais das marcas inclusivas de gênero na língua. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 17 – Gênero e Mídias Impressas/Digitais: História, Discurso e Representação | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 17 – Gênero e Mídias Impressas/Digitais: História, Discurso e Representação. Coordenação: Ma. Alana Carolina Kopczynski (Unicentro) e Dra. Cibeli Grochoski (UFPR). A imprensa tem sido, desde o século XIX, um dos principais espaços de circulação, legitimação e/ou contestação de discursos sobre gênero. Ao mesmo tempo em que determinados periódicos veiculavam normas de conduta dirigidas às mulheres, em vezes se configurava como um espaço de resistência e da possibilidade de construção de novas subjetividades femininas. O estudo das relações entre gênero e imprensa permite compreender como as noções de feminilidade e masculinidade foram produzidas, disseminadas e disputadas em diferentes contextos históricos, culturais e políticos. Este simpósio propõe reunir pesquisadoras e pesquisadores interessados em investigar as múltiplas formas pelas quais a imprensa, manifesta por periódicos, revistas, jornais, almanaques, suplementos, blogs ou mídias digitais, participa da produção e circulação de discursos de gênero, desde o século XIX até a contemporaneidade. Busca-se promover o diálogo entre abordagens historiográficas, discursivas, literárias e comunicacionais, problematizando as estratégias de poder e saber que atravessam essas publicações. Interessa-nos acolher trabalhos que abordem, entre outros temas: A construção histórica da feminilidade e da masculinidade na imprensa; Imprensa feminina, feminista e de costumes; O papel da imprensa na difusão de discursos médicos, morais e pedagógicos sobre o corpo feminino; Experiências de autoria e edição de mulheres em periódicos; A imprensa como espaço de resistência e militância política; Estratégias de representação e silenciamento das mulheres e das dissidências de gênero; Práticas discursivas e regimes de verdade sobre gênero, sexualidade e moralidade. Dessa forma, pretende-se fomentar um espaço de reflexão crítica sobre como a imprensa atua na produção e reprodução de regimes de poder e subjetivação, dialogando com perspectivas teóricas inspiradas em Michel Foucault, Joan Scott, Margareth Rago, Mary Del Priore, Robert Darnton, entre outras. O simpósio valoriza tanto investigações históricas e documentais quanto análises de discurso e abordagens interdisciplinares que evidenciem a centralidade da imprensa na história das mulheres e dos feminismos. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 18 - Cuidado, Feminismos e Sociedade: perspectivas históricas, sociais e políticas | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 18 - Cuidado, Feminismos e Sociedade: perspectivas históricas, sociais e políticas. Coordenação: Dra. Nayara Cristina Bueno (Unicentro). As concepções e termos relacionados ao cuidado variam conforme correntes teóricas e bases disciplinares. A proposta deste simpósio é reunir diferentes debates analíticos, conceituais e políticos sobre o tema dos cuidados, abrangendo tanto o trabalho de cuidado não pago, realizado majoritariamente por mulheres no âmbito doméstico-familiar, quanto o trabalho remunerado de cuidado. Pretende-se discutir a economia do cuidado e o debate feminista sobre reconhecimento, redução, redistribuição e remuneração do cuidado enquanto dimensão indispensável para a sustentabilidade da vida. Incluem-se, ainda, contribuições sociológicas e históricas acerca das políticas e dos regimes de cuidado, problematizando a atuação do Estado na organização social do cuidado e destacando as práticas de cuidado desenvolvidas por comunidades e movimentos sociais em diferentes contextos e territórios. Este simpósio convida à reflexão e à construção de uma agenda feminista comprometida com a valorização do cuidado e com a consolidação de uma sociedade do cuidado. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 19 – Gêneros, (De) colonialidade e experiências de resistência | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 19 – Gêneros, (De) colonialidade e experiências de resistência. Coordenação: Dra. Rafaela Mezzomo Contessotto (UniGuairacá) e Dr. Jadson Stevan Souza da Silva (UniGuairacá). Este simpósio propõe discutir interlocuções entre os estudos de gênero e as perspectivas decoloniais no âmbito da pesquisa histórica em perspectiva transdisciplinar. Partimos do entendimento de que os regimes coloniais produziram não apenas formas específicas de governo e exploração, mas também categorias de subjetivação, diferenciação e hierarquização que incidem diretamente sobre os modos de construir corpos, sexualidades e relações de gênero. Assim, interessa-nos problematizar como a colonialidade do poder, do saber, do ser e de gênero (Quijano; Maldonado-Torres; Lugones) estrutura as práticas discursivas que definem lugares sociais, legitima violências e naturaliza desigualdades. O simpósio busca reunir trabalhos que analisem experiências históricas, práticas cotidianas, dispositivos institucionais e narrativas que evidenciem, em diferentes contextos, as articulações entre gênero, raça, território e formas de resistência. São bem-vindas reflexões e obras artísticas que abordem mulheres, populações indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais, movimentos feministas e LGBTQIA+, bem como pesquisas que problematizem epistemologias hegemônicas e proponham deslocamentos metodológicos de matriz decolonial. O objetivo é criar um espaço de diálogo capaz de tensionar paradigmas estabelecidos e ampliar horizontes críticos para as pesquisas em gênero e história no Brasil. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 20 – Engrenagens da Desigualdade: Mulheres e Expropriação no Capitalismo | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 20 – Engrenagens da Desigualdade: Mulheres e Expropriação no Capitalismo. Coordenação: Dra. Ana Claudia Marochi (UENP) e Dra. Fernanda Oscar Dourado Valentim (UENP). O simpósio propõe analisar historicamente as múltiplas formas de expropriação que atravessam a vida das mulheres na conformação e manutenção da sociedade capitalista. Partindo da compreensão de que o capitalismo se estruturou por meio da apropriação dos corpos, dos tempos e dos saberes das mulheres, buscamos reunir pesquisas que evidenciem como diferentes regimes de exploração, do trabalho escravizado às formas contemporâneas de precarização laboral, da domesticação dos cuidados à mercantilização da vida, produziram desigualdades duradouras e hierarquizadas. Interessa-nos discutir tanto mecanismos materiais de despossessão, como o controle do trabalho reprodutivo, a violência institucional e a desigual distribuição de renda e direitos, quanto formas simbólicas de expropriação, incluindo o apagamento intelectual, a restrição à participação política, a naturalização de papéis de gênero e a desvalorização dos saberes femininos. O simpósio acolhe abordagens que mobilizem perspectivas críticas, feministas e que tratem os diversos marcadores sociais de forma consubstancial, capazes de iluminar as diferenças e convergências entre experiências de mulheres em distintos contextos históricos, considerando raça, classe, etnia e território como dimensões estruturantes dessas expropriações. Ao reunir estudos que articulem passado e presente, pretende-se evidenciar não apenas as continuidades dos processos de exploração, mas também as estratégias de resistência, solidariedade e organização coletiva que tensionam a ordem capitalista e apontam para outras formas possíveis de existência social. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 21 – Gordofobia em Discurso: Representações, Resistência e Ressignificação | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 21 – Gordofobia em Discurso: Representações, Resistência e Ressignificação. Coordenação: mestranda Alana Gabriela dos Santos Bastos (Unicamp) e Dra. Renata de Oliveira Carreon (Unicamp). Este simpósio temático tem como objetivo acolher pesquisas que abordem questões relacionadas à gordofobia, como um fenômeno atravessado por relações de gênero, considerando que a discriminação direcionada a corporeidades gordas que se manifesta de diferentes formas e em diferentes contextos incide de modo particularmente intenso sobre as mulheres. Diante disso, busca-se criar um espaço de discussão para trabalhos que analisem como corpos gordos são representados ou invisibilizados, regulados e hierarquizados em diferentes discursividades e contextos, incluindo mídias digitais, políticas públicas e espaços educacionais. A proposta busca reunir estudos de diversas áreas, como história, sociologia, educação, antropologia, psicologia, linguística, comunicação, saúde, artes e humanidades em geral, visando compreender tanto os mecanismos que sustentam desigualdades e violências contra pessoas gordas quanto as formas de resistência, ativismos, narrativas e práticas que questionam, ressignificam e disputam sentidos sobre corpos gordos. Dessa forma, o simpósio pretende oferecer um espaço de diálogo interdisciplinar, contribuindo para a consolidação da gordofobia como tema relevante nos estudos sobre gênero e corpo. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 22 - Oralidade, Memória e Gênero | ||||||||||||
DescriçãoAVISO: Inscrição somente para quem irá apresentar comunicação. ST 22 - Trajetórias de gênero: o emprego da história oral em pesquisas de gênero. Coordenação: Dra. Nadia Maria Guariza (UNICENTRO) e Dr. Lucas Antoszczyszyn (UNICENTRO). Pesquisas que aproximam gênero, memória e oralidade nos evidenciam que as experiências humanas se transformam em narrativas, logo, é possível denotar como essas narrativas carregam marcas das construções sociais de gênero. Como afirmam Suely Kofes e Adriana Piscitelli (1997), “quem narra suas lembranças, recria e comunica experiências marcadas pelas diferenciações estabelecidas pelas construções de gênero”. Michelle Perrot (1989) observa que, historicamente, às mulheres foi delegado o espaço do íntimo e da família, produzindo “uma memória do privado [...] por convenção e posição”. Não por essência, mas por condição histórica. Ainda assim, quando atravessam fronteiras na política, no trabalho, na militância, na arte, suas memórias ganham novas formas, tonalidades e alcances: a memória acompanha a experiência. Também Michael Pollak (1992), ao analisar depoimentos de mulheres deportadas, identificou estilos narrativos que dialogam com os lugares ocupados na vida social: o cronológico, o temático e o factual, este último marcado por saltos e rupturas: narrativas que “pulava[m] do filho caçula para a deportação [...] e a gente não sabia mais onde estava” (p. 213), exemplificando-nos mais uma vez que cada trajetória se transforma como que em um modelo arquitetônico de lembranças. Convidamos a comunidade científica para integrar o nosso ST, que aceitará trabalhos que iluminem as formas diversas pelas quais sujeitos generificados narram, reinventam e disputam seus lugares na história por meio da memória, sobretudo com a oralidade como fonte. Como essa proposta se ancora no tensionamento de fronteiras disciplinares, vinculada à equipe do NEGESH (Núcleo de Estudos de Gênero, Espaços Simbólicos e História - Unicentro), espera essencialmente trabalhos que contribuam para o desmonte de narrativas excludentes e para a afirmação de uma historiografia diversificada, política e comprometida com transformações sociais. Trabalhos que dialoguem com áreas como Ciências Sociais, Educação, Literatura, entre outras, serão muito bem-vindos, com vistas à construção de um espaço transdisciplinar de debate e desenvolvimento coletivo. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| ST 23 - As experiências femininas nas ditaduras: entre práticas artísticas feministas e narrativas do eu | ||||||||||||
DescriçãoST 23 – As experiências femininas nas ditaduras: entre práticas artísticas feministas e narrativas do eu Coordenação: Dr. Bruno Marques (Universidade Aberta; IHA NOVA FCSH) e Carla Dra. Cristina Nacke Conradi (UNIOESTE) Este Simpósio Temático propõe discutir os protagonismos de mulheres na elaboração do trauma histórico e político das ditaduras ibéricas e latino-americanas, sejam a partir das práticas artísticas feministas que articulam memória, corpo e cuidado e/ou dos protagonismos que emergem das narrativas vivenciais de mulheres militantes políticas que no presente de suas vidas, constituem narrativas do eu, seja em forma de testemunhos orais, escritos ou artísticos. Para as práticas artísticas, partindo de abordagens que entendem a arte como gesto reparador, a proposta convida pesquisadoras/es e artistas a refletirem sobre como a criação visual, performativa e curatorial atua como um espaço de reinscrição subjetiva e coletiva das violências e silenciamentos deixados por regimes autoritários. Sobre a experiência feminina de contar a si mesmas, o Simpósio visa reunir trabalhos e pesquisas voltados à luta política e resistências em contexto de ditaduras, que tem como foco principal a narrativa e memória das mulheres militantes políticas, para tratar de suas participações nas organizações de esquerda, das relações de gênero no período, a maternidade na militância, das violências e traumas vividos no cárcere, na clandestinidade ou exílios, entre outros temas relacionados militância feminina. Serão bem-vindos trabalhos que analisem projetos artísticos, exposições, performances e práticas curatoriais desenvolvidas por mulheres e/ou narrativas autobiográficas que abordam o trauma político e a memória de forma crítica, poética e afetiva — produzindo contranarrativas e políticas do cuidado de si. Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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| Simpósios Temáticos (participantes ouvintes) | ||||||||||||
DescriçãoLocal de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Google Meet Datas e horários
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Mesas-redondas
| Título | ||||||||||||
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| Mesa-redonda: Gênero, Mídias e Movimentos Sociais | ||||||||||||
DescriçãoLocal de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Ambiente Virtual Datas e horários
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Outros
| Título | ||||||||||||
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| Lançamento de livros | ||||||||||||
DescriçãoLançamento de livros relacionados com o tema do evento Local de realizaçãoAmbiente Virtual - Unicentro - - Webconferência Datas e horários
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Resumo
O resumo deverá ser constituído de 800 a 1500 caracteres, contando com os seguintes itens: Introdução, objetivo e metodologia, discussão e conclusões, em um único texto. Deverá estar situado a duas linhas (ou 24 pontos) abaixo do nome dos/as autores/as, em língua portuguesa, em fonte Arial, tamanho 12, justificado, espaçamento entre linhas simples. (Salvar o arquivo em PDF)
Modelo de submissão
Baixe o arquivo modeloLançamento de livros
A comissão organizadora do V Colóquio de Gênero e Pesquisa Histórica convida autoras/es e organizadoras/es de obras a participarem da sessão de Lançamento de Livros, que ocorrerá no dia 26 de março de 2026, às 14h, em ambiente virtual (Google Meet). Serão aceitas inscrições de livros publicados nos últimos três anos e que dialoguem com temáticas relacionadas aos estudos de gênero e/ou à pesquisa histórica. Obras literárias também serão aceitas, desde que tratem diretamente dessas temáticas. O lançamento é uma oportunidade de apresentar obras recentes, dialogar com participantes do evento e ampliar a visibilidade das produções acadêmicas.
Modelo de submissão
Baixe o arquivo modeloTrabalho completo
O artigo deverá ser redigido conforme as normas da ABNT; digitado em fonte Arial, tamanho 12; espaçamento 1,5; alinhamento justificado; margens esquerda e superior de 3 cm; direita e inferior de 2 cm. O texto não deve conter colunas. As referências bibliográficas devem seguir as normas da ABNT, com alinhamento à esquerda, e limitar-se, exclusivamente, às obras citadas no texto. Tabelas, figuras, gráficos, deverão compor o corpo do texto. A correção gramatical e o conteúdo do texto são de inteira responsabilidade da (s) pessoa(s) autora(s) do texto. Os textos completos (título, autoria, resumo, palavras-chave e corpo do texto) devem ter, entre 8 e 12 páginas, em papel tamanho A4. Os trabalhos deverão ser salvos em formato PDF, e a responsabilidade da abertura do arquivo é inteiramente da(s) pessoa(s) responsável pela autoria . As citações devem ser no formato “autor-data” (AUTOR, data, p. X) Envio do trabalho completo para publicação nos Anais até o dia 20/03/2026